segunda-feira, 8 de março de 2010

PENSAMENTO DA SEMANA

"A receita para a perpétua ignorância é permanecer satisfeito com suas opiniões e contente com seus conhecimentos.
Se você achar que sabe tudo, não haverá possibilidade de aprender algo novo.
Se você agir como um estudioso da vida, estará na posição de aprender algo novo todos os dias.
Eu o incentivo a ver seu mundo com os olhos de uma criança para apreciar novamente a magia do aprendizado
." (Elbert Hubbard)

quinta-feira, 4 de março de 2010

A IMPORTÂNCIA DA FALA

O mundo moderno vive da comunicação, haja vista a globalização como o fenômeno que sustenta todas as relações (sociais, políticas, econômicas e culturais) na sociedade contemporânea. Apesar disso, vivemos um momento paradoxal: enquanto os meios de comunicação se desenvolvem rapidamente, ampliando-se as formas de se trocar informações, a língua tem sofrido muitas transformações e interferências, a fim de torná-la mais objetiva, concisa e suficientemente restrita ao essencial.
Toda língua tem duas faces: a escrita e a fala. São duas modalidades bem específicas, que se complementam, mas uma não pode substituir a outra em todas as situações. Existem ocasiões em que nós preferimos uma a outra, ou somos obrigados a escolher a mais adequada socialmente para estabelecer a comunicação.
Geralmente se pensa que somente a língua escrita deve receber uma atenção especial quanto ao respeito às normas gramaticais. A fala estaria dispensada disso, por ter uma natureza mais espontânea e, por isso, mais informal. Acontece que as variedades linguísticas fazem parte das duas modalidades. É o contexto que determinará se o uso da língua se fará de modo culto ou popular, independentemente de ser por meio da escrita ou da fala.
A civilização atribui à língua escrita uma maior importância, uma vez que é ela a responsável pelo registro da história da humanidade. A fala, no entanto, não pode ser considerada um modo inferior de se comunicar, em contraposição à escrita. Ambas constituem a representação do pensamento, a forma como o indivíduo expõe suas ideias e sentimentos. Por isso é necessário que os cuidados com a escrita sejam destinados também à fala.
Como a língua falada, mais usada no nosso cotidiano, dispõe de recursos específicos, como, por exemplo, a entonação, os gestos, a expressão facial, entre outros, algumas questões de natureza gramatical são deixadas de lado, a fim de que a comunicação seja estabelecida de maneira mais rápida e imediata. A consequência disso é que determinadas estruturas da língua são alteradas, e o falante, de tanto ouvir essa construção, perde a noção de que certas regras fundamentais foram desrespeitadas. Inclusive, é comum se estranhar o uso correto, achando-o “feio”, que “soa mal aos ouvidos”.
É preciso, portanto, que a fala seja foco de nossa atenção, uma vez que não a utilizamos apenas para transmitir ideias. Ela também revela quem somos, denunciando, pelo emprego de determinadas palavras e expressões, nosso nível social, escolar e, por vezes, nossos valores. Com ela, demonstramos nossa capacidade comunicativa, o que pode facilitar ou dificultar, dependendo do nosso desempenho, o relacionamento pessoal e profissional na sociedade.
Tendo em vista essa reflexão, nos próximos artigos, abordaremos o uso indevido de determinadas estruturas linguísticas, as quais, na língua falada, passam despercebidas. Essas construções, inclusive, são alvo certo de questões de língua portuguesa em concursos, visto que, quase sempre, os candidatos já as internalizaram, principalmente pelo emprego constante na fala.

(Coluna “No quintal das palavras”. Artigo publicado no Lagos Jornal, Ano V, nº 470, Cabo Frio, quinta-feira, 9-7-2009,p.4)

segunda-feira, 1 de março de 2010

FRASE DA SEMANA

"Feliz daquele que ensina o que aprende, e que aprende o que ensina." (Cora Coralina)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

VISITA AO LAGOS JORNAL


A equipe do GELP inciou o semestre letivo com uma ida à Central de Jornalismo da Rede Lagos de Comunicação. Como colunistas do Lagos Jornal, as professoras Mônica e Lívia, mediante a visita orientada da editora-chefe Keetherine Giovanessa, conheceram os bastidores da publicação do jornal, desde a coleta das informações até a sua edição. Um jornalista, mais do que ninguém, conhece o poder da palavra e sabe da importância de se usar a língua o mais satisfatoriamente possível.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

REALIZE EM 2010!

Enquanto todos estavam envolvidos nos preparativos das festas de final de ano e da folia do carnaval, a equipe do GELP estava planejando o ano de 2010. Ficamos pensando em você que quer realizar o sonho de:

a) passar nos concursos públicos previstos para este ano;

b) concluir seu curso superior com uma monografia elogiada pela banca devido a um texto bem escrito;

c) ser aprovado numa disciplina específica sem fazer a prova final, por ter conseguido compreender muito bem o que leu e escrever com clareza e correção sobre o conteúdo;

d) ter domínio das várias estruturas que a língua portuguesa oferece para uma comunicação eficiente e, com isso, obter sucesso profissional.

A proposta do GELP é simples: tornar fácil o que, até o momento, você considera difícil. O estudo da gramática, a prática da redação e da leitura e a produção de textos acadêmicos podem ser feitos de modo individualizado ou em pequenos grupos. Você é o elemento ativo de sua aprendizagem, ou seja, escolhe o quê e como aprender!
Nós lhe ajudaremos a atingir suas metas. Entre em contato: gelp@oi.com.br.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

2009: um ano de realizações

O GELP teve uma intensa atividade neste ano. Foi muito bom contribuir para a formação acadêmica e profissional daqueles que nos procuraram para ampliar seu conhecimento acerca da língua portuguesa. Tivemos estudos de gramática, leitura, redação, orientação de projetos de pesquisa e de monografia. Diante disso, só podemos comemorar e desejar a todos que fizeram parte integrante do nosso grupo: BOAS FESTAS! QUE 2010 SEJA BASTANTE PRODUTIVO!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

GERUNDISMO:CASOS E ACASOS

Quando contamos um fato, fazemos o uso do verbo para expressar as ações, que podem representar o tempo presente (“Eu leio o jornal.”), o passado (“Eu li o jornal.”) ou o futuro (“Eu lerei o jornal.”). Há vezes, porém, em que queremos nos referir a algo que acontece no momento da fala, ou seja, quando a ação está em processo. Para isso, empregamos a forma do gerúndio (“Estou lendo o jornal.”).

Atualmente, o emprego do gerúndio tem sido considerado tão problemático, que boa parte dos estudiosos da língua portuguesa sugere que não seja usado, a fim de não se construírem frases incoerentes. Isso se deve ao fato de os falantes utilizarem-no repetida e inadequadamente em suas frases. É comum, numa sentença, encontrarmos uma sequência de ações expressas pelo gerúndio, tornando-a, por vezes, pouco clara: “O presidente da empresa declarou que não haverá demissões na empresa, mostrando a planilha de custos, fazendo uma previsão de orçamento para os próximos meses, prometendo pagar os salários em dia, mudando o quadro de desânimo, levando, assim, tranquilidade aos funcionários.” Ufa! Quanta coisa foi feita ao mesmo tempo! Será que todas essas ações poderiam ser realizadas realmente de forma simultânea? Vejamos: é possível, durante uma declaração (uma fala), mostrar uma planilha, fazer uma previsão e prometer algo. Entretanto a mudança no quadro de ânimo se dá após tudo isso, e não ao mesmo tempo; é preciso, primeiro, ouvir a declaração para, depois do que se ouviu, mudar o estado. O mesmo acontece com a última ação: levar tranquilidade. Ela é estágio final e se processa posteriormente a todas as ações antecedentes. Sendo assim, o uso de “mudando” e “levando” foi feito de modo incorreto.

Outro caso polêmico em relação ao uso do gerúndio é quando vem antecedido da construção “vai estar”, como, por exemplo: “Na próxima semana, vou estar pagando a dívida do banco.”; “Você vai estar recebendo o livro amanhã.”; “Pode deixar que, na semana que vem, vou estar dando uma resposta a você.” O emprego dessa construção, conhecida como “gerundismo”, não é adequado, uma vez que a estrutura indica ação duradoura ou contínua. No primeiro caso, a pessoa passaria a semana inteira pagando a mesma dívida (Bom para quem recebe!); no segundo, o livro seria entregue várias vezes à mesma pessoa (Quantos livros chegariam num dia?); no terceiro, a resposta seria dada durante toda a semana (Nossa! Que resposta longa!).

Tal estrutura, porém, é legítima na língua portuguesa, quando usada com a idéia de futuro, se representar algo que será feito ao mesmo tempo em que outro. Exemplo: “À noite, quando você estiver dormindo, vou estar trabalhando para adiantar o serviço.” Aqui, pode-se perceber que as ações serão realizadas simultaneamente: no mesmo período de tempo, um dorme e o outro trabalha.

Quanto ao aspecto gramatical é isso. O que deve nos preocupar, todavia, é o valor cultural que o gerundismo assumiu na língua: a falta de compromisso em relação a uma promessa. Na realidade, quando se diz “Vamos estar entregando sua encomenda da próxima semana.”, tem-se a promessa da entrega, mas não há um comprometimento quanto à data específica de fazê-la. Esse gerundismo, de forma nenhuma, deve ser aceito, tanto do ponto de vista da estrutura gramatical (a ação não é contínua) quanto do significado que confere à informação (não há garantias de que a encomenda chegará no período mencionado).

(Coluna “No quintal das palavras”. Artigo publicado no Lagos Jornal, Ano V, nº 465, Região dos Lagos, quinta-feira, 02-7-2009, p.4)